Brasil

A Praga do Politicamente Correto

 

Eu não quero viver num mundo em que não se possa fazer uma piada, mesmo de mau gosto’’ – Millor Fernandes

Se você nunca viu pessoalmente, certamente já ouviu falar pelo menos alguma vez a respeito desse assunto. Eles entopem as redes sociais diariamente com um vocabulário padronizado, repetindo lugares comuns e clichês anti-científicos, preocupados com microagressões, lugares de fala e discussões pseudosociológicas, com uma alta carga de imposição de sugestionabilidade às suas idéias e um senso de superioridade moral irrefreável. Sim, estou falando dos internacionalmente conhecidos Social Justice Warrior (SJW), que aqui no Brasil você provavelmente conhece como paladinos da justiça social ou simplesmente os garotinhos do politicamente correto.

Atuando com uma perspectiva caricata do progressismo, de forma destemperada e imatura, os justiceiros sociais constantemente ridicularizam discussões sérias sobre problemas reais – como o racismo, o machismo e a homofobia – ao transformá-las em discussões rasteiras, com um puritanismo histriônico e apelos emocionais sem qualquer razoabilidade. Ao exagerar, incapazes de acolher qualquer crítica e preparados para apontar o dedo à mínima possibilidade de oposição, mais afastam do que aproximam as pessoas das pautas que julgam defender, não raramente servindo de palanque para políticos com bandeiras absolutamente opostas, transformando debates importantes em meros problemas de classe média – e criando conceitos esdrúxulos de livre expressão, categorizando quem pode falar a respeito do quê.

O efeito imediato? A criação de um constante clima policialesco politicamente correto que invade diferentes áreas da atividade humana, fazendo com que tudo seja encarado de forma entediantemente ofensiva.

Esses guerreiros da justiça social argumentam que o politicamente correto é uma forma de tornar menos conflituosa a convivência em sociedade. Por exemplo, não faz sentido ofender as pessoas usando termos inapropriados de linguagem. Contudo, não ofender pessoas é apenas uma regra de boa educação que nada tem a ver com o politicamente correto.

Acontece que a política do “politicamente correto” fugiu ao controle. Está excessivamente radical, controlador, cerceando o sagrado direito da livre expressão e tentando criar uma nova regra de pensamento para o mundo. Trata-se, portanto, de um fenômeno mundial cuja crítica, que se repete nos quatro cantos da Terra.

Melhor ser eticamente correto do que politicamente correto

‘‘Não se opor ao erro é aprová-lo. Não defender a Verdade é negá-la’’ – Santo Tomás de Aquino

É muito mais interessante falar e buscar a verdade do que deixar de dizer a verdade. A verdade possibilita transformações que a mentira politicamente correta paralisa. A mudança é uma etapa necessária para a construção de um novo Brasil. E não iremos construir um novo país sem falar a verdade.

Para sermos eticamente corretos, verdades não podem mais ficarem escondidas nas mesas de jantar. É preciso falar claramente qual é a verdade e como podemos melhorar nossas vidas a partir dessas verdades. Não dá mais para ficarmos alimentando mentiras para “proteger amigos” ou evitar que familiares briguem. É preciso dar um fim ao politicamente correto para que a autocensura não seja à base das relações humanas. Viva o politicamente incorreto, a verdade e o eticamente correto.

 

INSTITUTO LIBERAL. ‘‘O que significa o Politicamente Correto?’’

https://www.institutoliberal.org.br/blog/o-que-significa-o-politicamente-correto/

SPOTNIKS. ‘‘10 vezes em que o Politicamente correto passou de todos os limites em 2016’’

https://spotniks.com/10-vezes-em-que-o-politicamente-correto-passou-de-todos-os-limites-em-2016/

DOM TOTAL. ‘‘A ditadura do politicamente correto’’

http://domtotal.com/noticia/1233137/2018/02/a-ditadura-do-politicamente-correto/

AVANÇA BRASIL. ‘‘Politicamente correto mata, destrói a verdade e a liberdade’’

 http://avancabrasil.site/2017/02/12/politicamente-correto-destroi-liberdade/

 

Por Ronan Matos

Acadêmico de História / Licenciatura pela UFAC – Universidade Federal do Acre & Membro da AJAL - Academia Juvenil Acreana de Letras.

 

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